UMA ESTÓRIA SEM FIM

Considerando que uma parcela dos empresários ligados direta ou indiretamente ao ramo de transporte infelizmente não consegue trabalhar com a máxima do ganha ganha e ofertar preços realmente justos aos caminhoneiros, considero a tabela de frete; ainda que inconstitucional e de certa forma uma agressão a livre concorrência; uma medida necessária.
Entretanto, não é justo nem razoável tentar extirpar uma injustiça criando outra. Arbitrar valores sem considerar a realidade do mercado, seus diversos lados ou até mesmo os impactos que este sofrerá com os reajustes, é punir a população como um todo, já que está oneração exacerbada terá que ser repassada para os clientes, estrangulando ainda mais a economia, em especial as classes C e D.
É preciso rever os valores, mas há que se manter um pé fincado na realidade do cenário econômico atual e ouvir todos os lados envolvidos; sociedade civil, caminhoneiros, transportadoras e indústrias. Os preços precisam refletir o valor agregado e os riscos das cargas, bem como a devida cobertura dos custos e justa remuneração do caminhoneiro, mas sem perder a perspectiva de que todos fazermos parte da mesma cadeia. Caso contrário estaremos apenas invertendo a balança da injustiça de lado. Da forma que está, extinguirão pequenas empresas que pagam o justo e incentivaremos não só a clandestinidade mas também acarretará um efeito cascata de demissões e o abarrotamento de caminhões parados sem carga.
É primordial que todos os lados envolvidos façam um exame de consciência e aceitem negociar pensando no todo e não apenas na sua causa porque nosso país não tem condições de prolongar esta situação por muito mais tempo sem inchar ainda mais a fila dos desempregados e sobrecarregar os bolsos dos menos afortunados

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